"A oportunidade de está com voce é importante para mim. Estejamos sempre juntos para crescermos e espalhar muita luz!!!!!!!!!!!" e "...Se eu for possuidor desse objeto serei feliz. Pode pensar assim, que muito ajuda a alcançar objetivos" Ângelah Mangabeira

quinta-feira, 8 de março de 2012

Leila Diniz - A BRASILEIRA -


De Niterói para o mundo, Leila Diniz quebrou tabus de uma época em que a repressão dominava o Brasil.

O primeiro grande escândalo que causou foi exibir sua gravidez na praia de biquíni e depois chocou o país dizendo: "Transo de manhã, de tarde e de noite".Leila Diniz era considerada uma mulher a frente do seu tempo, um exemplo de mente aberta e liberal sem ser vulgar, era ousada e detestava convenções, e por isso foi invejada e criticada pela sociedade machista das décadas de 1960 e 1970 que até hoje insiste em se manter no poder. Era malvista pela direita opressora, difamada pela esquerda ultra-radical e tida como vulgar pelas mulheres da época.
Leila falava abertamente da sua vida pessoal sem nenhuma vergonha, e entre todas as entrevistas que deu a concedida ao jornal O Pasquim em 1969 foi a que causou maior furor no país onde além dos muitos palavrões ainda disse que “Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo." o que rendeu ao jornal altos índices de venda.
Depois dessa publicação foi instaurada a censura prévia à imprensa, conhecida como Decreto Leila Diniz. Logo Leila teve de se esconder no sítio do colega de trabalho e apresentador Flávio Cavalcanti por ser perseguida pela polícia política sob a acusação de ajuda
r militantes de esquerda. Alegando questões morais a Rede Globo não renova o contrato de Leila como atriz que de acordo com Janete Clair "não haveria papel de prostituta nas próximas novelas."
Meses depois Lei
la reabilita o teatro de revista e começa uma curta e bem sucedida carreira de vedete. Morreu em um acidente aéreo em 14 de julho de 1972, aos 27 anos, no auge da fama quando voltava de uma viagem pela Austrália. Marieta Severo e Chico Buarque de Hollanda cuidaram da sua filha, Janaína Diniz Guerra.

Leila Diniz, A Mulher de Ipanema, defensora do amor livre e do prazer sexual é sempre lembrada como símbolo da revolução feminina, que rompeu conceitos e tabus por meio de suas idéias e atitudes.
"Sem discurso nem requerimento, Leila Diniz soltou as mulheres de vinte anos presas ao tronco de uma especial escravidão."
- Carlos Drummond de Andrade

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